Image ID, art & science

O método

O Método de Análise do Temperamento

“Toda imagem é essencialmente uma composição de pontos de luz, que compreendemos como linhas, formas e cores, e esses elementos são símbolos arquetípicos, com significados universais.”Philip Hallawell

Quatro linhas, quatro formas

Philip Hallawell criou um método autoral de análise facial, a partir dos símbolos arquetípicos presentes nas linhas, nas formas e nas cores do rosto. Cada símbolo corresponde a características de um dos quatro temperamentos.

O método baseia-se na percepção de que o rosto é composto por um conjunto de linhas e formas, que são símbolos arquetípicos. Esses símbolos são universais e têm significados que qualquer pessoa compreende instintiva e inconscientemente.

A leitura começa pelos três terços do rosto, intelecto, emoção e instinto, e segue pelas quatro linhas e quatro formas que compõem as feições. Da combinação nasce o temperamento predominante, e dele a imagem que a pessoa quer expressar.

Os três terços do rosto, desenho de Philip Hallawell
Os três terços do rosto: intelecto, emoção e instinto.

A história do Visagismo

A expressão pela imagem pessoal foi de suma importância para o homem primitivo. A padronização só surgiu no Egito antigo e foi adotada como meio de submissão nos regimes feudais. O Visagismo é o resgate da expressão por meio da imagem pessoal.

Máscaras, obra de Philip Hallawell
Máscaras, Philip Hallawell. A imagem como expressão de quem somos.
A Escola de Atenas, afresco de Rafael
A Escola de Atenas, Rafael. A classificação dos quatro temperamentos vem de Hipócrates, na Grécia Antiga.

1937, o termo

Visagisme, de visage, rosto em francês, foi criado por Fernand Aubry. Ele dizia que o profissional precisava expressar uma personalidade, mas nunca publicou um livro nem deixou um método para isso.

A forma segue a função

O arquiteto Louis Sullivan resumiu o conceito que mudou as artes aplicadas, e a Bauhaus, de Walter Gropius, o levou a todas as artes visuais. Antes de pensar no que é bonito, é preciso pensar para quem a imagem serve.

A cor da pele

Johannes Itten, da Bauhaus, notou a relação entre as cores que cada aluno usava e o tom da sua pele. Daí vieram o Color Key System, de Robert Dorr, e a pesquisa de Suzanne Caygill, com 32 tipos de pele.

A padronização

O ensino passou a se restringir a formatos de rosto e tons de pele, com regras fixas. Nenhum método incluía uma consultoria para descobrir o que o cliente deseja expressar.

2003, o conceito definido

Visagismo: harmonia e estética é o primeiro livro a mostrar como a linguagem visual se aplica à imagem pessoal. Com Visagismo Integrado, de 2009, forma a base dos cursos superiores de Visagismo no Brasil.

Prancha dos oito formatos de rosto, do livro À Mão Livre

Prancha I. Os oito formatos de rosto. À Mão Livre, Philip Hallawell.

Da teoria ao método

A Teoria de Image ID foi apresentada na série À Mão Livre, da TV Cultura, e no livro de mesmo nome, em 1994. Toda imagem e todo objeto possui uma identidade, definida pelo conjunto de linhas, formas, cores e composição.

Em 2003, Philip Hallawell publicou o primeiro livro de Visagismo do mundo e estabeleceu o método: a teoria aplicada ao rosto e à imagem pessoal, com bases na psicologia, na neurociência, na antropologia, na percepção visual e na filosofia.

A leitura do rosto

A leitura começa pelos três terços do rosto: o superior, do intelecto; o médio, da emoção; o inferior, do instinto. Segue pelas linhas e formas que compõem as feições, símbolos arquetípicos que correspondem às características dos quatro temperamentos.

O sistema de classificação dos temperamentos é o de Hipócrates, desenvolvido há milhares de anos na Grécia Antiga. O método avalia o temperamento, a essência de uma pessoa, que constitui metade da sua personalidade. A outra metade se desenvolve ao longo da vida, pela herança genética, pela cultura, pela educação e pelas experiências pessoais.

Pintura do temperamento colérico, Philip Hallawell

Colérico. Forte, decidido, gosta de desafios.

Leituras de base

As bases do Visagismo são a linguagem visual, a teoria dos símbolos arquetípicos de Carl Jung e a teoria do cérebro emocional de Joseph LeDoux. Algumas das obras recomendadas por Philip Hallawell:

Capa de O Homem e seus Símbolos, de Carl G. Jung
O Homem e seus SímbolosCarl G. Jung
Capa de O Cérebro Emocional, de Joseph LeDoux
O Cérebro EmocionalJoseph LeDoux
Capa de Do espiritual na arte, de Wassily Kandinsky
Do espiritual na arteWassily Kandinsky
Capa de Arte e percepção visual, de Rudolf Arnheim
Arte e percepção visualRudolf Arnheim
Capa de Arte e ilusão, de E. H. Gombrich
Arte e ilusãoE. H. Gombrich
Capa de Inteligências múltiplas, de Howard Gardner
Inteligências múltiplasHoward Gardner

2017

A primeira pesquisa científica em Visagismo

Conduzida pela Dra. Patrícia Alencar, na área da psicologia comportamental, com mais de mil participantes. O Instituto de Psicologia e o Hospital das Clínicas da USP e o Ministério da Saúde aceitaram o Visagismo Philip Hallawell como base científica da pesquisa.

O resultado comprovou que as pessoas fazem uma leitura das outras de maneira padronizada: as linhas e formas do rosto são lidas por todos da mesma forma, como o método descreve.

  • Instituto de Psicologia da USP
  • Hospital das Clínicas da FMUSP
  • Ministério da Saúde
Rosto de mulher sorrindo: a leitura do rosto é feita por todos da mesma forma
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